A Valorização da Diverdade

Work originally published for the Brazilian Student Association (BRASA) blog.

Olá! Bonjour! Namaste! Marhaba! Nǐ hǎo! Hola!


Hoje, o post é a razão pela qual escrevemos para vocês sobre nossa experiência em universidades no exterior: a valorização da diversidade e a contribuição da nossa cultura fora com outros povos.
No fim das contas, todos nós concordamos que a vivência em uma universidade americana vai muito além dos lotados lecture halls ou dos grupos de estudo espalhados pelo campus, seja no quarto andar da biblioteca, no dining hallou até mesmo no seu quarto cheio de papeis na mesa e roupas espalhadas.

Tal vivência permite uma coisa que muitos que querem estudar foram sonham: oportunidade de viver em um laborátório social com pessoas de todo os cantos que você possa imaginar. “Oh, you are from Brazil. That’s so cool. Do you know how to dance Samba? Do you like soccer?” Apesar dos estereótipos, eu acho legal a experiência de ser um gringo do Brasil, pois não temos uma imagem ruim no mundo, eu penso. Desta forma, também podemos ajudar a educá-los e mostrar que somos muito mais que isso.

Com uma população internacional de quase 2500 alunos internacionais, aqui não poderia ser diferente. Antes de vir pra cá, eu havia conhecido apenas pouquíssimas pessoas da minha idade de outros países enquanto no Brasil. Minha primeira exposição à miscelânea de culturas e diversidades deste tipo foi quando eu vim estudar nos Estados Unidos pela primeira vez em Setembro de 2011. Sem ter experienciado uma vida inteira neste periodo, talvez hoje eu não teria a oportunidade de poder me graduar na universidade que eu sonhava apesar de todas as improbablidades de conseguir uma bolsa integral de uma universidade pública. Apesar de ser uma cidade pequena e tudo girar em torno da universidade, encontro mais sobre o mundo aqui do que em qualquer outro lugar que já morei.

No meus primeiros dias como freshman na Universidade do Oregon, eu lembro que meus amigos do dormitório eram todos alunos internacionais, já que chegamos uma semana antes para a orientação. Com o passar do tempo, pelo menos aqui, sinto-me privilegiado por ter uma exposição tão grande ao mundo que antes eu nem sequer imaginava que seria possível. O Brasil tem incríveis oportunidades de explorar o nosso potencial no mundo e em nosso próprio país, mas muitas vezes esquecemos que há um mundo lá fora. Com isso, estudar aqui sinto que seja uma oportunidade de não somente viver a cultura Americana, mas também de experimentar um pouquinho de várias partes do mundo.

Graças ao programa da minha bolsa de estudos, International Cultural Service Prorgam (ICSP), conheci gente de países que talvez eu nunca poderia ter a chance antes. Aqui vai um mapa com algumas das pessoas com as histórias de vidas mais inspiradoras que eu já conheci.

Engraçado perceber que há muitas coisas que acreditamos ser somente do Brasil também existe em outros países. Nos tempos livres e nas noites longas de Sexta-feira à noite, meus amigos e eu passamos horas compartilhando memórias de infância e das histórias e lendas de cada lugar. Em muitas vezes vejo que há sempre a mesma essência e, por isso, sempre dizemos que somos o “third world squad”. Hahaha! E, pelo menos comigo, há muitas coisas que parecem ser muito mais divertidas de fazer com outros alunos internacionais (inclusive festas), já que há certas coisas que Americano parece não entender.

Apesar das incontáveis dificuldades que consiste a loucura de fazer faculdade nos Estados Unidos e viver o tempo todo uma cultura que não é a mesma que sua, há um tempo que venho pensando sobre o que tudo isso significaria se um dia eu voltasse a morar no Brasil—independentemente daqui em si mas de toda a diversidade. Do Paquistão à Singapura, do Quênia à França ou do Chile à Turquia, meus melhores amigos aqui me dizem que isso também ocorre com eles. Não sei, mas talvez eu volte uma pessoa melhor ou, talvez, não necessariamente.

Independentemente disso, uma das coisas mais importantes que encontro nesse tempo fora é o quão enriquecedor é viver e crescer com pessoas de todos os cantos do mundo e cair na certeza de que, no fim das contas, somos todos os mesmos. Expande quem somos para um limite que parece fazer os grandes problemas não tão grandes assim. Essa exposição é realmente transformadora… Apesar de um pouco assustadora também quando penso no futuro. E você, também tem?